Dedicatória do blog



Dedico esse blog a memória dos inesquecíveis VICENTE ANTUNES DE OLIVEIRA e Dr. MURILO PAULINO BADARÓ, amigos desta e d'outra vida!!! Ambos estão presentes na varanda da minha memória, compondo a história de minha vida, do meu ser e da minha gênese! Suas vidas são lições de que se beneficiariam, se fossem conhecidas, grandes personalidades e excepcionais estadistas. Enriqueceram o mundo com suas biografias e trouxe ao mundo a certeza que fazer o bem é possível, até mesmo na POLÍTICA!


Dedico também a meu trisavô Firmo de Paula Freire (*1848-1931), um dos maiores servidores da república no vale do Jequitinhonha, grande luminar da pedagogia da esperança!

Nossa Legenda

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Nossa Fé e Nosso FUturo

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Registro literário

Valdivino Pereira Ferreira

Ainda ressoa nos meios intelectuais o recente lançamento do “Dicionário do dialeto rural no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais”, pela Editora UFMG, autoria da professora Carolina Antunes. Trata-se de assunto complexo embora a autora simplifique o assunto no titulo de seu precioso trabalho. Não se trata apenas de registro do dialeto falado no vale do Jequitinhonha. Registra-se os falares, os folguedos, a cultura local e regional, a religiosidade popular, as festas tradicionais religiosas e profanas, os ditos e sentenças do povo. Enfim, um ementário valioso e de pronta consulta por pesquisadores, literatos e curiosos. A autora cometeu alguns equívocos, comum aos professores que produzem pesquisa a partir de material recolhido por outrem. Cito por exemplo, o verbete “Cabeça da Jibóia”, onde o leitor, na parte em que a autora usa o material recolhido para aboná-lo, deixa transparecer que “Cabeça da Jibóia e Vilão” se referem ao mesmo folguedo. Mas isso é de menos. Talvez tal aconteça pela autora eleger o etimologista Antônio Geraldo da Cunha como a autoridade máxima de seu estudo, ao invés de arrolar outros autores, talvez mais difíceis de serem encontrados nas estantes de qualquer biblioteca, mas indispensáveis num estudo dessa dimensão. Frei Viterbo (*1741†1822), Pedro José da Fonseca com seu “Dicionário português latino” (edição de 1772), as revistas do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1838 até os dias atuais), - entre outros, são indispensáveis para quem se embrenha em tarefas dessa magnitude. Maynard Araújo, Melo Moraes (pai), Sílvio Romero, Pereira da Costa, Nelson de Senna, Francisco Badaró (com seu precioso “Fantina”, romance de costumes, 1883), são excelentes repositórios e registradores de costumes, indispensáveis ao pesquisador ou ao esteta que se aventure a rabiscar obras desse jaez. Não os vi alistados na bibliografia consultada pela autora. Lembro por exemplo, que Francisco Badaró (*1860†1921), escreveu interessantes artigos para os jornais de Diamantina, Teófilo Otoni e Montes Claros, versando sobre folclore e costumes. Nelson de Senna, além de livros e opúsculos de sua lavra, deixou inúmeros artigos na “Revista do Arquivo Público Mineiro”.
Notei a falta de vários verbetes que seriam de extrema valia. Vou citar dois. Primeiro: “Purunga”, palavra herdada dos escravos africanos, que designa a cabaça usada para armazenar água. Veio da Bahia colonial, espraiou-se pelo hinterland norte-mineiro no ciclo do ouro e desaguou no século XX. Segundo: “Cabôco”. Cantiga folclórica fixa ou de improviso, com tirada e resposta à quatro vozes distintas – primeira, segunda, contralto e riquinta. Em fila, o primeiro grupo canta a louvação e o segundo grupo também de quatro vozes, responde no mesmo estilo. Manifestação muito antiga surgida da variação da folia, do catira e do “drão” dos rurícolas paulistas, vindas com os bandeirantes paulistas e povoadores do Jequitinhonha ainda no século XVIII. Outra variação do “cabôco” seria o “Quatro”, cantado por quatro pessoas também em quatro. Tão antiga quanto o “cabôco”, pronuncia errônea de caboclo.

Mais o livro cumpre o seu papel principal: difundir o conhecimento e o confronto de idéias. A autora, dona de estilo agradável e ameno, escrita correta e elegante, enleada pelos meandros da pesquisa, cometeu equívocos. Apenas equívocos que não comprometem o livro, mas que devem ser sanados numa possível segunda edição da obra, mesmo porque acreditamos que ela será referência d’agora em diante, aos pesquisadores de história e folclore do Jequitinhonha. Louve-se entretanto o trabalho da autora na hercúlea tarefa de organizar palavras e verbetes, além de remexer velhos baús em busca dos arcaísmos da língua, costumes e da vida da nossa gente. Isso é o que vale, isso é o que fica.



Serviço: “Dicionário do dialeto rural no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais”, Carolina Antunes. Editora da UFMG – Rona Editora, 2013. 271 Pp. Ilustradas, Preço: R$ 65,00.


segunda-feira, 24 de junho de 2013

UMA EFEMÉRIDE INESQUECÍVEL


Valdivino Pereira Ferreira
Escritor e ensaísta


Volto ao tema do centenário de Vivaldi Moreira, senão o maior, ombreando com os maiores expoentes do século XX, nascido nas fraldas dessas montanhas gerais. Homem votado à cultura, fez das letras seu ideal maior; e dos livros seus melhores e maiores amigos. O advogado Vivaldi Wenceslau Moreira nasceu em 28 de setembro de 1912, na cidade mineira de Tombos, aquele tempo distrito da cidade de Carangola. Foi um sacerdote na carreira jurídica, dedicando sua vida à serviço da causa pública e do Tribunal de Contas de Minas. Desdobrou-se também na escrita jornalística, tendo encetado brilhante carreira de repórter, redator e articulista de importantes publicações sediadas no Rio de Janeiro e Belo Horizonte, entre elas jornais e a “Revista da Associação Comercial de Minas Gerais”, da qual foi secretário à convite do inolvidável José de Magalhães Pinto.

Foi no inicio da década de 1940, que ele transferiu-se definitivamente para a capital mineira e, durante o governo Milton Campos (1947-1951), foi Chefe de Gabinete da Secretaria das Finanças, pasta cujo titular era o próprio José de Magalhães Pinto. Em 1949, Vivaldi Moreira foi nomeado Auditor do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais.  Dez anos depois, foi eleito membro da Academia Mineira de Letras, com a unção do preclaro intelectual Djalma Andrade, que então presidia o sodalício acadêmico. Foi um caso de amor entre o imortal e a casa de Alphonsus de Guimarães, da qual se tornou presidente vitalício desde 1975. Teve carreira brilhante no Tribunal de Contas, sendo que em 1964, foi elevado a Conselheiro, vindo a ocupar a Presidência da Casa entre os anos de 1967 e 1970 e no ano de 1980. Depois de aposentar-se na Corte de Contas, no ano de 1982, a pedido de Tancredo Neves, foi nomeado Diretor da Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais. Ficando ali dois anos.

Porém foi na Academia Mineira de Letras seu maior legado, a meu ver, construído. Dotou-a de sede própria, inclusive trazendo para o seio dela o que de melhor Minas possuía em poetas, escritores, expoentes e homens de grande significado para o espírito da mineiridade. Acho inclusive que o próprio Vivaldi foi um dos lídimos representantes da nossa mineiridade, do sentido de “ser” mineiro; de um escritor nascido da vocação de comunicar, de registrar na memorialística um período rico e importante para todos os montanheses.

Sua devoção aos livros foi proverbial. Isso quem nos conta é seu amigo Sr. Adão, que o acompanhava diariamente na faina de limpá-los, esmerilá-los com a camisa imaculadamente branca. Certo dia, ao remexer livros e estantes, estas desabaram em cima dele, causando imenso barulho na Biblioteca Acadêmica. Seu Adão veio logo acudir, tirando livros e livros de cima do octogenário Vivaldi. Este, após socorrido, levanta-se limpando a poeira, vira-se para Adão e diz – entre solene e humorado:

— Que morte linda não teria sido, ‘Dão” – junto de todos os meus amigos!

E continuou abrindo livros e limpando-os, remexendo estantes e jornais, opúsculos e discursos, pois o rio da sua vida ali nascia e ali mesmo desaguava. Tudo isso ante o espanto e o susto de seu Adão.
 

 Decorridos doze anos de sua partida, pois faleceu aos 88 anos, em 2002, ainda a luz da sua vocação continua iluminando os salões do “Palacete Borges da Costa”, e a presença espiritual do seu exemplo acalentando a Cultura de Minas, eterna em nós enquanto vivemos. Os dezessete livros de sua autoria publicados servem-nos de pasto alimentar e espiritual, razão pela qual a Casa de Alphonsus de Guimarães é também de hoje para sempre a “Casa de Vivaldi Moreira”.



terça-feira, 7 de maio de 2013

A graça da Capelinha



Certa vez um eminente homem público de Minas Novas perguntou-me porque razoes – espirituais, políticas ou econômicas – Turmalina destacou-se tanto que dava-lhe a impressão  de  que Minas Novas havia estacionado no tempo? Respondi-lhe que era questão das padroeiras – ao que ele riu muito. Sim, eu disse-lhe. Minas Novas, entregue ao BOM Sucesso, que é efêmero; Turmalina, à Piedade, que não tem fim. Hoje, volvidos cerca de 12 anos do episodio, poderia acrescentar que Capelinha também estaria no páreo. Porque? Por que a graça também é ilimitada e não tem fim.

Digo isto à propósito de dona Mônica Lopes, mulher de grande envergadura moral e cívica, cujos postulados de vida e de alma casaram com os mesmos de Jeferson Lopes, outra grande figura humana da paisagem do vale do Jequitinhonha. Destinos que se entrecruzam na certeza de que a pátria pequena lucraria com as artes de Ariádne. Segundo os gregos antigos, as parcas não se enganam – embora os fios do destino e dos caminhos sejam tantos.

Primeiro foi a irmã, Maria José Vieira Machado – dª. Lilia –, tangida pelas razões do coração, que veio aportar nas plagas de Piedade, quando conubiou-se  com Vicente Ariel Machado (*1923—†1985). E antes dela, a cunhada Maria José Machado – irmã de Vicente, buscara para esposo o inolvidável Antônio Bebiano de Oliveira Júnior (Cordeiro de Oliveira pela avó materna, da antiga família da fazenda do Fanha). Gente de prol, mas antes de tudo, gente honrada e nobre. Bebiano foi prefeito municipal de Turmalina, Lilia vereadora e presidente da Câmara e Mônica também. Talvez as visitas a casa da irmã dona Lilia, aproximasse a possibilidade do namoro e do casamento com Jeferson. Creio ter sido assim.

Nasceu ela na cidade de Capelinha, vindo de pais honrados e probos: Joaquim Alves Vieira, - que no início do século XX, quando o Dr. Francisco Sá foi ministro da Viação e Obras Públicas – foi nomeado Tenente-coronel da Guarda Nacional – uma das maiores aspirações de todo burguês ou agricultor de algumas posses daquela época. Político municipal de largo prestigio pessoal, ocupou postos de relevância no governo de Capelinha, tais quais o de vereador, membro da mesa da Câmara em mais de uma oportunidade e vice-prefeito do município. A mãe, dona Rosa de Sena Otoni – consta ser descendente do capitão Pedro Vieira Otoni – descendente do poeta serrano José Eloy Otoni (*1764—†1854). O poeta Otoni, professor régio de latim e francês em Minas Novas (nomeado em setembro de 1788 e com exercício até 1792), ali casou-se com Maria Rosa do Nascimento Esteves (*Minas Novas,MG, 1774 — † RJ, 1863), filha do coronel Manuel José Esteves Viana e de sua esposa dª. Quitéria Pereira de Lima.[1]
Tais são os seus ancestrais.

Ela própria, vinda de casa numerosa, fidalga e distinta, fez questão de deixar seu nome nimbado de honra e história. Primeiro foi o casamento, em 1964, com Jeferson José Lopes, figura das mais honradas e proeminentes de Turmalina, na segunda metade do século XX, onde havia participado ativamente da vida política, econômica e cultural da comunidade. Professora e diretora escolar, foi ela ainda a primeira mulher a adentrar os umbrais da Câmara Municipal de Turmalina, onde os colegas a elegeram vice-presidente da Mesa e depois presidente.

Perdendo dois de seus filhos e colhida pela depressão, ainda recolhe forças para continuar amando com amor incondicional Paulo, os netos e as noras que perpassaram os espinhos de seu caminhos com as rosas do afeto e da compreensão. E ainda enfeita a nossa sociedade com a bonança do seu sorriso e o perfume da sua presença.

Por essas e por outras é que eu acho que Capelinha não perdeu a Graça... a Senhora da Graça da Capelinha ainda é uma realidade imutável...




[1] De Manuel José Esteves Viana e de dona Quitéria Pereira de Lima, nasceram  minha Heptavó dona Ana Francisca da Conceição Esteves e o capitão Manoel Roque Esteves, grande latifundiário no vale do Mucuri, de quem Teófilo Otoni adquiriu grandes extensões de terras para a concretização da sua Cia do Mucuri, iniciada em 1854. — Dona Tereza Pereira de Jesus (*12.10.1760—†12.01.1828), minha pentavó materna, era irmã de dona Quitéria, tendo se casado por cerca do ano de 1795 em Piedade (hoje Turmalina), com o capitão Manuel Gonçalves Nunes (*1758—†1820). Ambas eram filhas do capitão-mor de São Domingos do Araçuaí – hoje Virgem da Lapa – Antônio Pereira dos Santos e de sua esposa Dª Izabel Pereira de Jesus e Lima, natural da Bahia.

Dª. Ana Francisca da Conceição Esteves casou-se a 23 de abril de 1797 com o Capitão-mor Martinho Nunes Pereira, no arraial da Piedade, sendo ele irmão da famosíssima senhora Dª. Joana Nunes Pereira - Joana do Convento - abadessa e priora da famosa Casa de Oração do Vale das Lágrimas do Arraial de Santa Cruz da Chapada (hoje Chapada do Norte). Do casal nasceram o Sargento  Sérvolo Gomes Lima (*1802-+1885) e dona Tereza de Jesus Gomes Lima, esta segunda esposa do coronel Joaquim da Costa Lima, pais de minha tetravó Maria da Costa Lima (1842-1899)...

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Crônica de uma vida




A vida não se fabrica nem se industrializa. A vida acontece. A vida foi feita para ser vivida um dia de cada vez, um minuto de cada vez, uma hora de cada vez, um segundo de cada vez... e foi assim que o adolescente Jeferson José Lopes, do dia 26 de abril de 1951 ao dia 26 de abril de 2013, chegou aos 62 anos prestando bons e úteis serviços a população de Turmalina...

Foi uma vida vivida entre frascos e fórmulas químicas, trituradas e mescladas ao afeto de bem servir a causa da saúde e a felicidade de todo um povo.

As figuras luminares de Lauro Machado, o padrinho e mestre; junto ao tio Hugo Lopes, médico formado pela UFMG; se fizeram os arcanjos e querubins tutelares de toda a vida, iniciada sob os auspícios da inocência e do bem-querer, principalmente do bem-querer da sua terra e da sua gente... Felicidade, é a expressão tão simples, mas necessária – de um sentimento tão almejado...

Diz um ditado grego que mais se diverte do que trabalha aquele que faz o que ama. Não é diferente aquele que coloca a sua vocação à serviço de seus amigos, de seu povo e da sua terra. É um pouco do Cristo que se faz pão e se entranha, no corpo e na alma, e na vida do vocacionado. É uma química cujos símbolos e fórmulas se mesclam com carne e espírito, corpo e alma, intuição e inspiração – caminho e escada – através da estrada tomada no sonho inicial.

Caminho irisado de sonho e de luz, assim Nem Lopes o viveu – dosando de afeto e doçura a sua voz, desde os vagidos sonoros após aspirar o ar da sua terra e sentir o profundo amor que temperava a atmosfera da casa de seus pais. Luiz Lopes de Macedo, a quem o afeto e a modinha seresteira substituiria a rigidez e o formalismo; Hilda Maciel Lopes, cuja rigidez moral andava de par com seu amor de matriarca profundamente dedicada à sua prole. Casa cheia, mesa repleta, ocasiões múltiplas para a celebração do corpo e da alma. A vida era uma festa e a festa se fazia vida. Serestas e modinhas, poesia e bem-querer, literatura e amor, era o caldo que transformava o marasmo total da vila interiorana em festas vivazes e sonoras naquela casa onde reinava um ambiente antigo combinado com um amor sempre renovado.

Mas à biografia de Jeferson ainda se soma o acontecer da história. Vinda de uma casa onde o respirar se fazia de política e de serviço à pátria e ao povo, o civismo nele não demorou à aflorar, emergir mesmo, da sua psicologia de homem pratico e observador. Janeuce Cordeiro, em poema bem inspirado, diz que ninguém é mais intimo de Turmalina que Ném Lopes. Uma pessoa que vive a sua a terra e a sua gente tão intensamente só pode mesmo ser um homem poema, unindo ao corpo as luzes do espírito cuja ribalta nem sempre um palco um palco iluminado, porém um palco de grandeza e de boa convivência.

Viver para ele foi participar. Dirigente partidário, fundador de partidos, ativista social, desportista de mérito e de fôlego, vereador, presidente da Câmara por dois períodos subseqüentes, prefeito municipal e vice-prefeito municipal... uma lista e um curricullum vittae extenso...

E Maria Mônica Vieira Lopes, a companheira de uma vida, não fez por menos: vinda de uma casa também política e senhorial, porque não dizer fidalga de Capelinha, aqui, sob os auspícios do marido e a liderança progressista (quase romântica e civilista) de Hugo Lopes, foi ela ser a primeira mulher a adentrar os umbrais da Câmara Municipal, liderando-a com a presidência interina... e nesse capricho do destino quase se senta na cadeira do executivo, quando do afastamento do prefeito Odair Bonifácio Maciel...

A prole foi um prêmio, ou alias, 3 prêmios: Jeferson e Heloísa, que já planam o piso superior junto ao calor do Pai Eterno; e Paulo Henrique, mais amigo que filho, segundo ele mesmo... os três netos: Vitória e Leo, filhos de Paulo e Jacelma; e Vítor, filho de Jeferson Luiz e Hilda — completam o liame que não se interrompe...

Ah... Nem Lopes, o tempo passa e a gente nem vê, nem sente, nem se dá conta que ele passou... Mas vale a pena saber que se viveu ao olhar para o estirão da estrada e ver o que se plantou para outros colherem. E continuaremos vivendo com o calor da sua presença e seguindo as pegadas que você deixou na areia movediça da vida...

Sigamos, pois, juntos todos nós... Viveremos e conviveremos na alegre tarefa de servirmos a nossa terra... Ainda há muito que viver, que sentir, que amar, que fazer... Sigamos juntos...

Qual destes homens é o mais ilustre filho de Turmalina?