Dedicatória do blog



Dedico esse blog a memória dos inesquecíveis VICENTE ANTUNES DE OLIVEIRA e Dr. MURILO PAULINO BADARÓ, amigos desta e d'outra vida!!! Ambos estão presentes na varanda da minha memória, compondo a história de minha vida, do meu ser e da minha gênese! Suas vidas são lições de que se beneficiariam, se fossem conhecidas, grandes personalidades e excepcionais estadistas. Enriqueceram o mundo com suas biografias e trouxe ao mundo a certeza que fazer o bem é possível, até mesmo na POLÍTICA!


Dedico também a meu trisavô Firmo de Paula Freire (*1848-1931), um dos maiores servidores da república no vale do Jequitinhonha, grande luminar da pedagogia da esperança!

Nossa Legenda

Nossa Legenda
Nossa Fé e Nosso FUturo

sexta-feira, 19 de abril de 2013



A PROPÓSITO DE UMA VISITA À TURMALINA

Cely Vilhena*


Se você quiser também sentir-se amada, aceite o convite e vá a Turmalina. Siga o traçado do caminho por onde andavam escondidos os longos braços do vale do rio Jequitinhonha no norte e nordeste de Minas Gerais.

Vá de olhos curiosos, siga a estrada e se fixe no horizonte.

De terras acolchoadas de verde de campinas distantes.

A estrada é uma fita colorida indicando os quilômetros necessários à boa velocidade.O motorista é um hábil gentleman!

Há poesia em tudo: na solidão dos caminhos, nos veículos que transportam mercadorias, na distância dos horizontes, na solidão dos Gerais.

– É longe? Sim. É longe. Desde os tempos do Ciclo do Ouro em que bandeirantes e garimpeiros se embreavam nas matas e nas margens dos rios em busca do ouro. E o encontravam bem como as pedras preciosas ou semipreciosas e se multiplicavam nos arraiais.

Assim, nosso destino é Turmalina – a rainha do Vale – A joia verde-claro que descia nas águas do Jequitinhonha.

Estamos indo para lá? Por qual motivo!?

Para assinalar com sua gente, seus habitantes o 21º ano de festividade do "Projeto Resgate do Memorial do Vale do Jequitinhonha - Norte e Nordeste – Turmalina - MG".

Tendo como fundador do Projeto o "jovem" Valdivino Pereira Ferreira (ainda sem completar 20 anos), cujo convite honrou-me e deu-me condição de comprovar a gentileza de sua gente e a gratidão de ser bem recebida e de me sentir amada!

Amada no sentido de atenção, carinho, oportunidade de perceber a cultura literária de sua gente, a gentileza de seu povo e de aprender os vários índices de sua mineiridade, trazendo de tempos idos os costumes, as festas, os cânticos, quando inúmeros participantes receberam certificado de sua atuação ao configurar com alegria os costumes da "gente" do vale do Jequitinhonha.

Festa imperdível!

Turmalina! – Quero agradecer-te. 

Pela acolhida da Câmara Municipal que ofereceu-me seu melhor carro com o excelente motorista Wellington e Cláudia – jovem e alegre – com os quais a viagem ficou mais leve pelas conversas e casos populares. E pela gentileza dos dois que me levaram e trouxeram com tanto cuidado.

Como não me enternecer com a figura de Mirinha, uma gentileza de receber-me em sua linda mansão e tratar-me como irmã – pessoa doce, sincera, e sua filha Célia, também poetisa como seu pai. E provar da deliciosa comida preparada com tanto carinho pela simpática ajudante delas.

Ganhei livros lindos, a saber:

De autores ligados ao recurso de bem escrever em língua portuguesa.

Dos autores, a saber:

 - Valdivino Pereira Ferreira 

·        Tempo de lembrar: Para não esquecer
·         Flores de Aço
·        Primeiro Ensaio: Cordéis

 - Gilda Gomes de Macedo
   Janeuce Cordeiro Maciel

·         Olho Turmalina:Vejo sua gente

 - Janeuce Cordeiro Maciel

   * Jóia de Família

Li todos eles. São líricos e bem escritos.

Seus autores devem se incluir nas Academias de Letras de Belo Horizonte.

Serão bem-vindos!

Agradeço a placa maravilhosa que recebi – tratando-me como a princesa da poesia.

Assim é Turmalina em seus gestos de carinho! Adeus, Turmalina! Até outra aventura. Deus te guie!


* Cely Vilhena reside em BH, é membro da Academia Feminina Mineira de Letras e da Academia Municipalista de Letras de MG, do IHGMG. Autora de vários livros de poesias e ensaios.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012



PROJETO RESGATE MEMORIAL DO VALE DO JEQUITINHONHA
COMEMORAÇÃO DE 20 ANOS DE ATIVIDADES

TURMALINA – MG

31. 01. 2013

13: 00 – Apresentações folclóricas de Folias de Reis e Folias do Rosário
13: 40 – Mostra de trabalhos realizados pelo Projeto Resgate desde 1992
14: 00 – Grupo de Seresta Mariza Orsine e declamação de poesia e prosa.
15: 00 – Projeção das atividades do PROJETO RESGATE (Slides, fotos e filmes)

15: 00 as 17: 00 – Abertura

·        Alocução de abertura do Prof. João Valdir Alves de Souza
·        Palestra do Prof. Amílcar Martins, diretor do ICAM

17: 00 – HOMENAGENS ESPECIAIS

·        Academia Mineira de Letras
·        Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais
·        ALTO e Instituto Histórico e Geográfico do Mucuri (Professor Wilson Colares e Dª Iris Soriano Nunes Miglio)
·        Academia Feminina Mineira de Letras
·        Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais (AMULMIG)
·        Arquidiocese de Diamantina
·        Academia de Letras de Mariana
·        Academia de Letras do Brasil
·        Associação Brasileira de Trovadores (Dr. Luiz Carlos Abritta)
·        Aristóteles Drummond (Rio – Rede Vida)
·        Juarez Elisiário (TV Horizonte)
·        Dr. Jorge Lasmar
·        Prof. Herbert Sardinha Pinto
·        Dª. Stella Leonardos (UBE – RJ)
·        Sr. Celestino Evangelista Gomes e Srª. Rosarinha
·        Sr. Augusto Alves de Castro (Sr. Duca)

19: 00 – Encerramento com homenagem ao Celestino e Rosarinha, com fala do coordenador.

Valdivino Pereira Ferreira – coordenador
Cel.: (38) 9120-6748 / Fixo: (38) 3527-1015

quarta-feira, 13 de junho de 2012


EPISÓDIOS DA GUERRA DO PARAGUAI (1865-1870) [I]


Valdivino Pereira Ferreira
Pesquisador de história


            Seguindo o raciocínio acerca do conflito Brasil-Paraguai, tratarei hoje do coronel Camilo Cândido de Lélis. Nasceu em Piedade de Minas Novas, a 12 de abril de 1840, sendo seus pais o professor Paulo Cândido de Souza (*1809−†1879) e dona Bemvinda Carolina de Souza Rocha (*1821−†1887). Seus avós paternos foram o capitão Fulgêncio Cândido de Souza (*1785−†1852) e dona Maria Beatriz de Sena (*1778−†1837); avós maternos o tenente João Gomes da Rocha (*1801−†21.07.1879) e dona Benedita Valentina de Souza Rocha (*1807−†1897). Teve as primeiras lições com os pais, ambos professores na paróquia de Nossa Senhora da Piedade de Minas Novas do Fanado, onde o professor Paulo Cândido aposentou-se por lei da Assembléia Provincial de Minas (12 de julho de 1873).
           
            Camilo assentou praça no 1º Batalhão de Minas, em Ouro Preto, em março de 1857, por ato do Dr. Herculano Ferreira Penna, natural de Diamantina e então presidente da Província de Minas Gerais. Desligou da Policia mineira, em 13 de abril de 1867, para seguir para a Guerra do Paraguai.

            Distinguiu-se no conflito, onde lutou com bravura e heroísmo, inclusive salvando a vida do Imperador dom Pedro II. Dom Pedro, visitando as tropas, teve sua barraca invadida por um soldado insatisfeito com o governo imperial, que gastava parte considerável com seu orçamento com as tropas em combate, elevando o déficit público e a divida com o estado bretão em quantias astronômicas, assunto glosado com freqüência pelos jornalistas da corte, dos republicanos baianos, mineiros e paulistas. O soldado insatisfeito entrara com uma adaga na barraca de repouso do imperante, sendo dominado incontinente pelo alferes Camilo Candido de Lélis e seu primo José Leonardo da Rocha Pompéu. Foram imediatamente promovidos a capitães pelo próprio imperador, após ciência ao Conde d’Eu, Gaston Luiz Filipe, seu genro e comandante das forças aliadas (Brasil, Argentina e Uruguai).

            Após o conflito, ele foi nomeado delegado de polícia em 1873 para o distrito de Itabira; seguindo depois para a vila Januária (1877-1882). Ainda policiou a cidade de Montes Claros (1883-1885), os distritos de Juramento e Sagrado Coração de Jesus (1887-1890). Em 1889 foi eleito vereador em Coração de Jesus e em 1897 foi eleito vereador à Câmara Municipal de Montes Claros.

            Faleceu em 1918, em Montes Claros, e está incluído nas “Efemérides montesclarenses”, de Nelson Vianna.

quarta-feira, 6 de junho de 2012


EPISÓDIOS DA GUERRA DO PARAGUAI (1865-1870)
II


Valdivino Pereira Ferreira
Pesquisador de história


            O conflito Brasil-Paraguai, mais do que atritos de ordem econômica e ideológica, foi fator determinante no imaginário nacional, inclusive na decisiva consolidação do 2º Império e da Nação Brasileira, no conjunto das nações ibero-americanas e no contexto político e cultural das latino-americanas. Sua repercussão histórica produz profundos estudos ideológicos de vertentes distintas. O esquerdismo produz uma literatura denunciativa e acusatória; enquanto a direita produz uma defesa apaixonada e nacionalista que não condiz com a realidade. Não é objeto desse artigo discutir ou justificar as razões do conflito, apenas tratar de ações de alguns heróis que se destacaram no teatro das operações da guerra. Apenas isso.
           
            Hoje destaco o capitão Joaquim Pinheiro Torres, homem de reconhecida bravura e idoneidade moral. Nasceu no distrito de Nossa Senhora da Piedade das Minas Novas, hoje a cidade de Turmalina, aos 21 de abril de 1810, sendo seus pais o capitão Francisco Pinheiro Torres (*1767−†1844) e sua esposa dona Ana Alves de Macedo (*1772−†1863). Foram seus avós paternos o alferes Manuel Pinheiro Torres e dona Jacinta Maria Marques; e avós maternos o capitão Domingos Alves de Macedo Júnior e dona Ana Luiza Mariz d’Olivença, antigas famílias descendentes dos fundadores do município de Minas Novas. O menino Joaquim foi levado à pia batismal no dia 3 de junho de 1810, sendo seus padrinhos o coronel Miguel Godinho da Silva e sua mãe dona Joaquina Soares Cardoso, e oficiante o frei José de Souza Barradas (conforme batizados esparsos na Paróquia de São Pedro dos Fanados – 1805/1811).

            Estudou na escola da professora Maria Plácida de Lima, que regeu sua cadeira primária entre 1818 e 1829. Em 1836, por ato da Regência, foi nomeado subdelegado de Polícia do arraial da Piedade e incorporado na Guarda Nacional com o posto de Capitão. Em 12 de junho de 1833 casou-se com dona Ana Bernarda de Quadros (*1817−†1889), filha do tenente João da Silva Quadros e de dona Maria da Costa e Silva, baianos de Caitité, na Bahia. Consta que o casal não teve filhos.

            Vindo o conflito entre o Brasil e o Paraguai, incorporou-se as forças enviadas pela Guarda Nacional sediada em Minas Novas sob o comando do Coronel José Bento Nogueira Góes – o Zebentão – seguidas para o Mato Grosso em 1867. De Piedade de Minas Novas seguiram em sua companhia o capitão José Leonardo da Rocha Pompéu – Juca Leonardo, alferes Camilo Candido de Lélis, tenente João Pinheiro Torres Júnior, tenente Tristão Aarão Ferreira dos Santos, tenente Patrício Pereira Freire, tenente Fabrício Pereira Freire, sargento Antônio Soares Falcão, sargento Joaquim Lopes Barbosa, todos acompanhados de quatro escravos, que se incorporaram ao Regimento 21.

            Não se sabe da atuação de Joaquim Pinheiro Torres no teatro das operações, apenas que serviu de ajudante de ordens do generalato no comando do Duque de Caxias, Luiz Alves de Lima e Silva. Feriu-se no famoso episodio em que perigou a vida do Imperador Pedro II, quando visitando os soldados em Campanha, um soldado inimigo invadiu a barraca onde ele dormia e quase degolou nosso imperante que dormia candidamente. Ferido, ele recebeu dispensa imediata junto com o companheiro Camilo Cândido de Lélis, regressando ambos para suas residências. Dos ferimentos proveio seu falecimento em 21 de julho de 1871, sendo sepultado ao pé do altar-mor da matriz. Na reforma efetuada entre 1947-1949, sua lápide foi retirada e colocada ao lado do portão do Cemitério da Saudade, onde atualmente se encontra.

            Seu nome merece constar entre os maiores e mais ilustres cidadãos que construíram o passado de Turmalina, a antiga Piedade de Minas Novas.  

Qual destes homens é o mais ilustre filho de Turmalina?